PLANTAS BIOATIVAS

Introdução

As plantas bioativas são consideradas aquelas que possuem alguma ação sobre outros seres vivos e cujo efeito pode se manifestar tanto pela sua presença em um ambiente quanto pelo uso direto de substâncias delas extraídas, desde que mediante uma intenção ou consciência humana deste efeito. Dentro deste conceito, enquadram-se as plantas medicinais, aromáticas, condimentares, inseticidas, repelentes, tóxicas, entre outras. O estudo destas plantas têm despertado um grande interesse nos últimos anos, em função, principalmente, de seu aproveitamento na Agroecologia e, de uma forma mais recente, da criação da Política Nacional da Plantas Medicinas e Fitoterápicos.

No sítio temos uma pequena coleção de plantas bioativas  para uso próprio e ou para identicação nos cursos que são ministrados .

A maioria destas espécimes  possuem comprovação científicos e função específica sendo que algumas não são nativas e necessitam de cuidados especiais.

Segue alguns exemplares.DSC02775

ALFAZEMA – (lavandula angustifolia)

A erva do sistema nervoso

 

USO MEDICINAL

A alfazema é usada para restabelecer o fluxo menstrual. É calmante e alivia as dores de cabeça. É ótima para quem tem enxaquecas, se usada em tratamento constante. Alivia o coração , é boa para hipocondria e tonturas decorrentes de abalos nervosos.

USO ENERGÉTICO:

A alfazema é perfeita para quem vive perseguindo seus ideais e não consegue concretizá-los. A pessoa tem um sentimento constante de fracasso e julga que nada que faz dá certo. É a erva dos deprimidos e tristes, que não se acreditam, e por isso mesmo deixam que qualquer empecilho frustre seus ideais. Pode ser usada também para ajudar pessoas imaturas, infantis, e que sempre estão vendo a vida por seu próprio prisma.

OUTROS USOS:

– A Alfazema deve ser usada em adolescentes, que se acham feios e têm complexo de inferioridade.

– Na forma de banhos, facilita o parto, pois fortalece e dá auto confiança.

– O maior uso conhecido da Alfazema é na cosmética e perfumaria. Os chás feitos com Alfazema acalmam as peles sensíveis e delicadas, além de agirem como ótimos limpantes para pele com acne

– A Alfazema é muito conhecida como Erva do Amor. Seus banhos são conhecidos por atraírem o amor para a vida da pessoa que os usa.

– Os saches com galhinhos de alfazema seca, além de perfumarem a roupa, eliminam traças e insetos de dentro do armário.

Podem ser feitos de duas formas:

1- secar vários ramos de alfazema

Misturar em 1 lt. de álcool, 10 g de óleo essencial de alfazema ( lavanda) e 5 gotinhas de fixador para perfumes.

Colocar os galhinhos secos de alfazema em 1 vidro de boca larga e cobri-los com o álcool com essência.

Aguardar 24 h , peneirar, guardando o álcool perfumado para fazer mais saches, colocar a planta em um saquinho plástico e num saquinho de pano, inserindo-os nos armários e gavetas.

2- Você pode fazer o mesmo processo com raspas de madeira, que são conseguidas numa carpintaria, caso não tenha a alfazema em quantidades suficientes.

O fruto da lobeira e seu uso no tratamento do diabetes mellitus: mito ou realidade!

          A lobeira ou fruta-do-lobo – Solanum lycocarpum St. Hill – é um arbusto muito comum nas pastagens da nossa região e de boa parte do país. Nos meses de dezembro a março é comum encontrar a lobeira carregada de flores roxas que originam frutos arredondados e de cor verde. Cada fruto pode pesar de 400 a 900 gramas. O nome lobeira deriva do provável hábito do lobo-guará de ingerir o fruto devido ao seu efeito como vermífugo natural contra uma parasitose provocada pelo nematóide Dioctophyna renale que infesta o animal. Indicações populares apontam o uso das raízes da lobeira pelo homem para o tratamento da hepatite, o xarope dos frutos contra a asma e o chá das folhas contra a tosse.
No Brasil e em vários outros países, principalmente África e Índia, muitos pesquisadores têm se dedicado à investigação de plantas e isolamento de princípios ativos que possam ser utilizados no tratamento alternativo de diversas doenças, dentre elas o diabetes mellitus. Nos países ocidentais, o diabetes está entre as dez principais causas de morte da população. Apesar dos progressos em seu tratamento clínico, ainda não foi possível controlar as graves conseqüências desta doença crônica, incluindo a retinopatia, neuropatia e insuficiência renal. A doença causada pela perda completa ou parcial da secreção do hormônio insulina pelo pâncreas, afeta a absorção e a utilização dos açúcares, gorduras e proteínas pelas células. Devido à insuficiente secreção de insulina, as células perdem a capacidade de absorver e utilizar glicose como fonte de energia para suas atividades. Isto leva ao aumento de glicose no sangue, ou hiperglicemia responsável pelas complicações visuais, circulatórias, renais, comprometimento da utilização dos lipídios e das proteínas pelo organismo do diabético e várias outras.
Desde a década de 90, os indivíduos com diabetes podem adquirir em Farmácias especializadas em Fitoterápicos, e outros tipos de estabelecimentos, cápsulas de um polvilho ou amido extraído da polpa dos frutos da lobeira, as quais são utilizadas, popularmente, com base na hipótese de que componentes do polvilho pudessem ter um efeito hipoglicemiante reduzindo a taxa de açúcar no sangue. É muito difundida também a extração caseira do polvilho a partir da trituração da polpa das frutas em liquidificador, seguida da separação e purificação do pó após várias lavagens com água.
No âmbito científico, existem controvérsias quanto ao efeito terapêutico do polvilho da lobeira sobre a redução do teor de glicose sanguínea. Estudos experimentais realizados na Universidade Federal de Minas Gerais e na Universidade Federal de Alfenas demonstraram que o polvilho das frutas de lobeira não apresenta efeito hipoglicemiante. Em trabalhos cujos animais diabéticos receberam doses de 1 g ou 2g do polvilho/Kg de peso, 2 vezes ao dia, durante 7 dias e, em outros em que animais foram tratados por 70 dias com o polvilho, não se observou redução do teor de glicose no sangue. Portanto, é questionável a validade do consumo deste tipo de produto com o intuito de promover a melhoria da glicemia e da qualidade de vida dos portadores de diabetes. Embora existam vários tipos de plantas que apresentem potencial terapêutico cientificamente comprovado, é sempre aconselhável usá-las, quando for o caso, porém, sem abandonar o tratamento convencional e o respectivo acompanhamento dos possíveis efeitos da planta sobre a doença a ser tratada.

Autores: Renato Dias D’Andréa, Thiago Belchior de Oliveira e Kátia Aparecida Aguiar Salazar
Acadêmicos do Programa de Educação Tutorial do Curso de Farmácia – Universidade Federal de Alfenas

 

Camptotheca acuminata

 Características físicas

Camptotheca acuminata é um membro da família Nyssaceae (família tupelo) e é nativo apenas para China e Tibete, onde é conhecido como xi shu (“happy tree”).

Composição
Dois alcalóides novs foramencontrados na Camptotheca e foram investigadas em 1969 para propriedades anti-câncer de tumor. Pesquisa está em andamento e muitos outros alcalóides foram encontrados desde então.

Usos Medicinais
Seu ingrediente anti-câncer primário é um quinolina alcalóide chamado camptotecina , que por sua vez, foi modificada para criar uma série de outras drogas anti-câncer, incluindo irinotecan, o topotecano, 9-aminocamptothecin e CPT-11. Camptotecina e estes análogos estão sendo investigados para o tratamento de uma ampla variedade de cânceres, mas os compostos são bastante tóxicos, e só topotecano (Hycamtin ®) e irinotecano HCl (Camptosar ®) reuniram-se com a aprovação do FDA; Hycamtin ® foi aprovado para o câncer de ovário terapia, e Camptosar ® é aprovado para câncer colorretal metastático. 

Pesquisadores ocidentais (Dr. Monroe E. parede do USDA e Hartwell Jonathon do National Cancer Institute) descobriram propriedades anticancerígenas Camptotheca em 1958. Em 1966, depois juntou-se à parede Research Triangle Institute , ele e outros pesquisadores isolados camptotecina. Um análogo camptotecina (sódio camptotecina) foi testada em pacientes com câncer gastrointestinal no início dos anos 70, mas os ensaios clínicos foram interrompidos porque os pacientes sofreram efeitos colaterais graves. Pesquisadores continuaram a investigar camptotecina para desenvolver drogas com menos efeitos colaterais, e seu trabalho começou a dar frutos no final dos anos 80. Na China, a camptotecina tem sido usado para tratar leucemia e câncer ( carcinomas ) do estômago e do fígado.

Conhecida como a “árvore de câncer”, Camptotheca contém o alcalóide camptotecina que é usado para tratamento de ovário, colo-retal e câncer de pulmão de pequenas células. Ela tem sido usada na China há centenas de anos para tratar a psoríase e doenças de vários órgãos internos. 

7 Comentários

  1. geraldo said,

    07/11/2009 às 9:14 AM

    Olá Cristina!
    Muito bonito seu sítio e o site.Além de plantas,também sou fascinado por aves.Tenho um bocado delas.Na primeira oportunidade,indo à Santa Maria,faço uma visita.Abraço.Geraldo

    • sitioearte said,

      07/11/2009 às 9:41 AM

      Olá Geraldo
      Será uma satisfação recebê-lo em minha casa (no sítio).
      Venha sim vou aguardá-lo.
      Abração
      Cristina

  2. Cris Silveira said,

    30/03/2010 às 3:49 AM

    Oi Cris, sua limã do EEU

    Queria parabenizá-la pelo projeto das sementes, pelo sítio, pelos animais, pelas plantas…que lindo!!!Outro dia você mostrou o link dos animais para a Amandita e eu fui ver também, guardei o link para ver o restante numa outra ocasião…achei fantástico!!! Um dia quem sabe, quero ter um espaço onde possa explorar a parte das plantas bioativas…fiz uma iniciação no Xamanismo e tenho intuição de curandeira…curar com a energia das plantas…agora estou fazendo Naturopatia, vou ter aulas de Fitoterapia, de florais…enfim…estou caminhando neste sentido…como diz JQ, se der, deu, se não der, não deu hehhehe. Um dia também gostaria de ir visitar seu sítio, trocar idéias e compartilhar delas também…bom, mas é isso, mais uma vez, parabéns pela iniciativa!!! beijos no seu coração. Cris Silveira

  3. Hermes Alexius said,

    23/04/2010 às 12:57 AM

    Bom dia! Cristina
    Parabéns pela dedicação na arte da preservação.
    Estou, já alguns dias, procurando mudas da planta GINKGO BILOBA, você não teria disponível para comercializar uma muda desta espécie, tão rara? Ou conhecesse alguma fonte segura?
    Muito obrigado
    Hermes Alexius

  4. 18/08/2012 às 3:26 AM

    Olá gostei muito das informações sobre a Alfazema gostaria de saber se posso publicar no meu blog de jardinagem? Obrigada….

  5. 17/04/2013 às 5:07 AM

    Olá,gostei mto de visitar o site do sitio e tenho imenso interesse em mudas de alfazema,morei em Portugal por alguns anos e por lá é comum terem alfazemas nos jardins,foi amor a primeira vista!
    Agradeço mto a resposta de V.Sas.,caso possam disponibilizar a venda de algumas mudinhas para eu comprar.

  6. 15/10/2013 às 5:06 AM

    Gostaria de saber se qualquer fruteira ou hortaliça para fins alimentícios são também consideradas plantas bio ativas?


Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: